Qual o comportamento de uma pessoa com Alzheimer?
No início da Doença de Alzheimer, as memórias de longo prazo geralmente se mantêm intactas enquanto, que as de curto prazo se tornam imprecisas. O indivíduo pode esquecer conversas que teve, repetir questões que já foram respondidas. A patologia prejudica ainda a fala, então pacientes devem lutar para lembrar palavras comuns. É importante, entretanto, notar a frequência disto. Pois estresse e cansaço também têm efeito sobre a memória.
Além dos fatores hereditários — que existem, mas podem ser considerados secundários —, as doenças neurológicas degenerativas estão relacionadas ao estilo de vida das pessoas. Ou seja, aquelas que praticam exercícios físicos regularmente, seguem uma dieta balanceada, controlam a glicemia, o colesterol e a pressão arterial têm menor risco de desenvolver a doença.
Pessoas acima dos 65 anos têm mais probabilidade de apresentar o Alzheimer, e o risco aumenta conforme o indivíduo envelhece. Também de acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa de vida média dos pacientes oscila entre oito a 10 anos após o diagnóstico. Ao longo desse período, a doença se agrava progressivamente.
Os estágios do Alzheimer
A doença tem três estágios principais:
Inicial
O paciente ainda é independente, pode dirigir, trabalhar ou realizar atividades sociais. Apesar disso, apresenta lapsos de memória, como esquecer palavras ou a localização de objetos. Familiares e amigos próximos notam as mudanças, tais como:
- Dificuldade para lembrar de fatos recentes, compromissos ou dar recados.
- Desafios na execução de tarefas em ambientes sociais ou de trabalho.
- Esquecimento de algo que acabou de ler.
- Perda ou extravio de objetos (costuma trocar os objetos de lugar).
- Problemas com planejamento ou organização das finanças ou de outras atividades lógicas.
Moderado
A pessoa apresenta dificuldade na fala e problemas na coordenação motora. Pode haver agitação, insônia, comportamento repetitivo, esquecimento de fatos importantes da vida e informações pessoais. Essa fase é mais longa e pode durar anos. O cuidador precisa garantir a segurança física, emocional e financeira do paciente. Entre os sintomas, podemos citar:
- Esquecimento de eventos, nomes de pessoas próximas ou dados pessoais (como endereço e telefone).
- Torna-se incapaz de executar tarefas simples, como cozinhar, limpar a casa e fazer compras.
- Precisa de ajuda para a higiene básica e para sair de casa, pois corre o risco de se perder caso saia sozinha.
- As quedas são comuns, por isso a casa deve ser preparada de forma a não criar “armadilhas” para o paciente, como fios pelo chão, irregularidades no piso, piso escorregadio, excesso de móveis pelo caminho.
- Costuma apresentar alterações nos padrões de sono, como dormir durante o dia e ficar inquieto à noite.
- As mudanças de humor e comportamento se tornam mais intensas, incluindo repetir a mesma pergunta várias vezes, ter dificuldades para falar e gritar com frequência.
Avançado
Nessa fase, o paciente resiste à execução de tarefas simples (como fazer sua higiene pessoal), tem dificuldade para comer e se comunicar, deficiência motora progressiva, incontinência urinária e fecal, perda da consciência de experiências recentes, mudança nas habilidades físicas e maior risco de contrair infecções, como pneumonia e infecção urinária. O Alzheimer evolui para:
- Assistência 24 horas por dia, com atividades diárias e cuidados pessoais. Frequentemente usam fraldas e precisam de ajuda para o banho.
- Em geral, a pessoa já não reconhece parentes, amigos e objetos familiares. Não entende o que acontece ao seu redor.
- Costumam experimentar alterações nas habilidades físicas, incluindo a capacidade de andar, sentar e, eventualmente, engolir.
- Pode precisar de uma cadeira de rodas para se locomover.
A progressão da doença pode variar de pessoa para pessoa e, além disso, é comum apresentar períodos de estabilidade em cada um dos estágios.
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