Por que a fala muda no Parkinson e como tratar

Por que a fala muda no Parkinson e como tratar

A fala no Parkinson pode mudar ao longo da doença, trazendo desafios que vão além da comunicação: voz mais fraca, dificuldade para articular palavras, pausas, engasgos e insegurança ao conversar com familiares São exemplos que podem ocorrer. 

Neste artigo, você vai entender por que a fala pode ser afetada, quais sintomas merecem atenção, como identificar sinais de disfagia e como funciona o tratamento especializado na Clínica DM Plus, referência em neurologia e reabilitação integrada.

Continue a leitura para conferir!

O que muda na fala na doença de Parkinson?

A doença de Parkinson afeta áreas do cérebro responsáveis pela coordenação e amplitude dos movimentos — e isso pode incluir os músculos envolvidos na fala, respiração e deglutição. 

Com o tempo, o paciente pode apresentar voz fraca (hipofonia), fala acelerada ou “embolada”, dificuldade para projetar a voz ou sustentar frases longas, articulação imprecisa das palavras, disfagia (alteração na deglutição, com engasgos ou tosse ao comer/beber) e redução da expressão facial.

Sintomas como esses tornam o tratamento da fala uma parte essencial da reabilitação neurológica.

Por que a voz pode ficar mais fraca no Parkinson?

A redução do volume da voz é um dos sintomas mais comuns, e ocorre por três motivos principais:

  • Fatores musculares: os músculos da laringe e da respiração se tornam menos ágeis e fortes, dificultando a projeção vocal.
  • Coordenação respiratória: fica mais difícil coordenar respiração e fala, fazendo com que o paciente “fique sem ar” durante frases.
  • Percepção reduzida do próprio volume: o cérebro interpreta a fala como mais alta do que realmente é, levando o paciente a falar baixo sem perceber.

Entender esses mecanismos é fundamental para direcionar o tratamento adequado.

Quando procurar ajuda especializada?

Alguns sinais indicam que é importante buscar ajuda de um neurologista ou fonoaudiólogo especializado em Parkinson. São exemplos:

  • Voz mais fraca, instável ou monótona;
  • Dificuldade para articular palavras;
  • Esforço para iniciar frases;
  • Engasgos ao comer ou beber;
  • Tosse frequente durante as refeições;
  • Fala que piora ao longo do dia;
  • Dificuldade para ser compreendido.

Quanto mais cedo começa o cuidado, melhores os resultados na comunicação e segurança.

Como é feito o tratamento da fala no Parkinson?

A Clínica DM Plus, conta com equipe neurológica e de reabilitação especializada em Parkinson

Nosso diferencial é integrar neurologia, fonoaudiologia, fisioterapia, neuropsicologia e tecnologia. Entenda a seguir como conduzimos o tratamento!

Avaliação neurológica + fonoaudiológica

O processo começa com: uma avaliação neurológica especializada, para entender a fase da doença, sintomas predominantes e possíveis benefícios de ajustes terapêuticos.

Também fazemos uma avaliação fonoaudiológica completa, analisando articulação, força vocal, coordenação respiratória, risco de disfagia e impacto na rotina.

Essa etapa é fundamental para construir um plano de tratamento individualizado e evitar complicações, como engasgos e pneumonias aspirativas.

Tratamento da fala com fonoaudiologia

O tratamento inclui estratégias como:

  • Treino de projeção vocal;
  • Articulação consciente;
  • Coordenação entre respiração e fala;
  • Técnicas para segurança alimentar e prevenção de engasgos;
  • Orientações práticas para melhorar a comunicação no dia a dia.

O foco é sempre funcionalidade e segurança, respeitando a individualidade de cada paciente.

Não prescrevemos exercícios específicos sem avaliação, pois isso pode gerar fadiga ou piora dos sintomas.

Fisioterapia e TMS

A fisioterapia é essencial para melhorar postura, respiração e coordenação global — fatores que influenciam diretamente a fala.   

Por sua vez, o TMS (Estimulação Magnética Transcraniana), quando indicado, potencializa os resultados da fisioterapia, pois ativa áreas cerebrais que estão lentas no Parkinson.

A neuromodulação é indicada somente após avaliação médica criteriosa, considerando segurança, necessidades e objetivos do paciente.

Perguntas frequentes sobre o tratamento da fala no Parkinson

A seguir, respondemos algumas dúvidas comuns de pacientes sobre o assunto. Confira!

A fonoaudiologia ajuda na deglutição no Parkinson?

Sim. A fonoaudiologia é fundamental para tratar disfagia, ajudando a reduzir engasgos, orientar consistências alimentares seguras, melhorar coordenação entre respiração e deglutição e prevenir complicações respiratórias.

Quanto tempo leva para melhorar a fala?

O tempo varia de acordo com a fase da doença, a frequência das sessões, a presença de outros sintomas motores e a consistência do treino. Muitos pacientes percebem melhora em semanas, enquanto outros necessitam de acompanhamento contínuo.

Existe algum exercício para treinar a fala em casa?

Existem práticas seguras que podem complementar o tratamento, como ler em voz alta diariamente, conversar com familiares a uma distância confortável, manter hidratação adequada e usar pausas para descansar a voz. Mas o protocolo correto deve ser definido pelo fonoaudiólogo. Exercícios feitos sem orientação podem causar fadiga ou piorar a qualidade vocal.

Conclusão

Com avaliação adequada e tratamento integrado, é possível melhorar a fala no Parkinson, a voz, a respiração e a deglutição, reduzindo riscos e fortalecendo a comunicação no dia a dia.

Se você percebeu mudanças na sua comunicação ou deglutição, agende uma avaliação especializada na Clínica DM Plus e entenda qual abordagem é mais indicada para o seu caso!

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