O que é o “freezing” e como tratar no Parkinson

O que é o “freezing” e como tratar no Parkinson

O freezing no Parkinson é um sintoma motor caracterizado por um bloqueio súbito e involuntário do movimento, especialmente durante a marcha, fazendo com que a pessoa sinta que os pés “grudaram no chão”. Trata-se de um fenômeno comum na doença de Parkinson e que pode comprometer significativamente a mobilidade e a segurança do paciente.

Esse bloqueio motor está diretamente relacionado à marcha no Parkinson e costuma gerar insegurança, medo de caminhar e maior risco de quedas. 

Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que é o freezing, por que ele acontece, se pode ser revertido e quais são as principais opções de tratamento, com destaque para a fisioterapia neurológica e abordagens complementares como a estimulação magnética transcraniana (TMS)!

O que é o freezing no Parkinson?

O freezing no Parkinson é definido como uma interrupção breve, porém recorrente, da capacidade de iniciar ou manter o movimento, mesmo quando a pessoa tem intenção clara de andar. Do ponto de vista clínico, trata-se de um bloqueio motor episódico, associado a falhas nos circuitos neurais responsáveis pelo planejamento e pela execução da marcha.

Na prática, o freezing costuma se manifestar em situações específicas, como no início da caminhada, ao mudar de direção, ao atravessar portas, corredores estreitos ou ambientes com muitos estímulos visuais. 

É importante diferenciar o freezing de outros sintomas do Parkinson: enquanto a lentidão (bradicinesia) e a rigidez muscular são contínuas, o freezing é intermitente e imprevisível, o que aumenta seu impacto funcional.

Como o freezing afeta a marcha no Parkinson?

O freezing tem um efeito direto e significativo sobre a marcha no Parkinson, alterando o padrão de caminhar e reduzindo a fluidez dos movimentos. 

A interrupção súbita da passada compromete o equilíbrio e dificulta a adaptação a mudanças no ambiente.

As principais consequências funcionais incluem:

  • Aumento do risco de quedas, especialmente em locais fechados ou durante mudanças rápidas de direção;
  • Desafios de autonomia para caminhar sozinho;
  • Medo de andar, que leva à redução da atividade física e ao isolamento.

Esses efeitos não se limitam ao aspecto físico. O impacto emocional do freezing pode gerar ansiedade antecipatória, fazendo com que o paciente evite situações sociais e reduza sua participação em atividades do dia a dia.

O que causa o freezing?

O freezing tem causas multifatoriais, envolvendo diferentes mecanismos neurológicos, motores e emocionais. No Parkinson, ele não está relacionado a um único fator isolado, mas à combinação de alterações no sistema nervoso central.

As principais causas incluem:

  • Neurológicas: alterações nos circuitos cerebrais responsáveis pelo controle automático da marcha;
  • Planejamento motor: dificuldade do cérebro em organizar a sequência correta dos movimentos;
  • Ambiente: portas estreitas, obstáculos, locais movimentados ou com muitos estímulos visuais
  • Emoções: ansiedade, pressa, medo de cair e situações de estresse.

Essa estrutura multifatorial explica por que o freezing varia tanto entre pacientes e até no mesmo paciente ao longo do dia.

O freezing no Parkinson pode ser revertido?

Na maioria dos casos, o freezing no Parkinson não pode ser completamente revertido, mas pode ser controlado e ter seus episódios reduzidos de forma significativa

A resposta objetiva é que a reversão total nem sempre é possível, porém o manejo adequado traz ganhos funcionais importantes.

É fundamental diferenciar três conceitos:

  • Reversão: desaparecimento completo do sintoma, o que é raro;
  • Controle: redução da frequência e da intensidade dos episódios;
  • Redução de impacto: estratégias que permitem contornar o bloqueio quando ele ocorre.

O sucesso do tratamento depende de uma abordagem individualizada, ajustada ao estágio da doença, ao perfil motor e às necessidades funcionais do paciente.

A fisioterapia ajuda no freezing no Parkinson?

A fisioterapia é uma das estratégias mais eficazes no manejo do freezing no Parkinson, pois atua diretamente nos mecanismos envolvidos na marcha, no equilíbrio e no controle motor. 

Diferentemente de abordagens exclusivamente medicamentosas, a fisioterapia trabalha o reaprendizado do movimento.

Na prática, o tratamento fisioterapêutico inclui estratégias como:

  • Treino específico de marcha, com foco em ritmo, amplitude e fluidez;
  • Uso de pistas visuais e auditivas para facilitar o início e a continuidade do movimento;
  • Exercícios de equilíbrio, coordenação e dupla tarefa.

Na Clínica DM Plus, a fisioterapia neurológica para Parkinson é potencializada pelo uso de terapias complementares, como o TMS, e por recursos como sensores de análise de marcha e equilíbrio e realidade virtual, permitindo uma avaliação precisa e um plano terapêutico totalmente personalizado.

O TMS é eficaz para o controle do freezing no Parkinson?

A estimulação magnética transcraniana (TMS) é uma técnica de neuromodulação não invasiva que vem sendo utilizada como abordagem complementar no tratamento do Parkinson, incluindo sintomas como o freezing. 

O TMS atua modulando a atividade de áreas cerebrais envolvidas no controle motor.

Ele pode ajudar pacientes, especialmente quando combinado com reabilitação motora e fisioterapia, mas ainda não é considerado um tratamento isolado ou definitivo. 

Por isso, seu uso deve ser individualizado, baseado em avaliação neurológica especializada e integrado a um plano terapêutico mais amplo, como o adotado pela equipe da Clínica DM Plus.

Perguntas frequentes sobre freezing no Parkinson

A seguir, respondemos às dúvidas mais comuns sobre o assunto, para complementar nossa discussão sobre o freezing no Parkinson. Confira!

O freezing acontece em todos os pacientes com Parkinson?

Não. O freezing não ocorre em todos os pacientes e sua presença varia conforme o estágio da doença e as características individuais.

O freezing piora com o tempo?

Em alguns casos, sim. Sem tratamento adequado, os episódios podem se tornar mais frequentes, especialmente com a progressão da doença.

Existem gatilhos que aumentam o freezing?

Sim. Ambientes estreitos, situações de estresse, pressa e ansiedade são gatilhos comuns para o aumento dos episódios, por exemplo.

Conclusão: manejo do freezing no Parkinson

Ao longo deste conteúdo, vimos que, embora nem sempre seja possível reverter completamente o problema, existem estratégias eficazes para controlá-lo e reduzir seus efeitos.

A combinação de fisioterapia neurológica especializada, tecnologias avançadas como sensores e realidade virtual, e abordagens complementares como o TMS representa hoje o caminho mais eficaz para o manejo do sintoma. 

Com acompanhamento contínuo e plano individualizado, é possível conviver melhor com o freezing no Parkinson e manter mais segurança e independência no dia a dia. Agende uma consulta na DM Plus para construirmos juntos um plano de tratamento personalizado para sua realidade!

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